A Polícia Civil prendeu, na manhã desta sexta-feira (10), o ex-delegado Marco Túlio Fadel Andrade. Ele foi preso em São Joaquim de Bicas, na região metropolitana de Belo Horizonte.
De acordo com as primeiras informações, a prisão é preventiva. O ex-policial é acusado de disparar vários tiros contra Lucas Fernandes, e um deles acertou a vítima, que morreu.
O crime aconteceu em março de 2017, no bairro Tereza Cristina, também em São Joaquim de Bicas. De acordo com o processo, o ex-delegado disparou diversas vezes contra o veículo onde estavam Fernandes e o irmão dele, Felipe Dias Oliveira, que sobreviveu.
Em uma audiência realizada em janeiro de 2019, a defesa de Fadel alegou que ele era inocente.
Em nota enviada pela manhã, a Polícia Civil informa que o ex-delegado foi preso na cidade de São Joaquim de Bicas. "Os trabalhos policiais estão em andamento e outras informações serão repassadas assim que concluídas as diligências", diz a nota.
A defesa dele ainda não foi encontrada para comentar.
Outros crimes
Em maio de 2004, Fadel pegou 17 anos e quatro meses de reclusão pela tortura de cinco presos e por falsidade ideológica. Ele ficou preso por um período no Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp), na época localizado na avenida Afonso Pena, no centro de Belo Horizonte. Em 2007, ele teve a pena reduzida para 12 anos.
A Polícia Federal (PF) grampeou várias ligações telefônicas dele feitas de dentro da prisão, comprovando abusos de poder e tráfico de influências. Algumas das ligações foram para um ex-professor dele, na época corregedor de Justiça do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Nas gravações, o magistrado orienta o ex-aluno de como se defender.
Em 15 anos como delegado, Fadel respondeu por 35 processos administrativos na Corregedoria da Polícia Civil, por abuso de autoridade, ameaças, torturas e tentativas de homicídio. Além disso, respondeu por sete processos nas comarcas de Santa Bárbara, quatro em Igarapé e 11 em Betim, pelos mesmos crimes. Ele também chegou a ser condenado por ameaçar vítimas, em 2008, a quatro anos em regime semi-aberto