Homem nunca pousou na Lua? Conheça a história por trás da
teoria da conspiração
Hoje, dia 20/07/2020 o mundo comemora os 50 anos da
aterrissagem da missão Apollo 11, primeira a pousar na superfície da Lua. Até
hoje, os astronautas Buzz Aldrin e Neil Armstrong são vistos como pioneiros
pela maioria das pessoas, incluindo a comunidade científica.
No entanto, vários grupos conspiracionistas acreditam que a
alunissagem foi uma farsa, patrocinada pela NASA e pelo governo
norte-americano. De acordo com a teoria, a necessidade dos Estados Unidos de
vencer a corrida espacial contra a União Soviética e pousar na lua antes dos
comunistas teria sido o principal motivo da suposta armação.
O escritor Bill Kaysing é conhecido como o "pai"
desta teoria conspiratória. Em 1976, ele publicou o livro We Never Went to the
Moon: America's Tirty Billion Dollar Swindle (Nós nunca fomos à Lua: A Fraude
Americana de 30 bilhões de dólares, em tradução livre). Kaysing era veterano da
Marinha norte-americana e depois trabalhou como técnico na Rocketdyne, empresa
que forneceu motores para o foguete Saturno V, utilizado na missão Apollo 11 .
Apesar de não ser engenheiro ou cientista, Kaysing afirma
que os motores não teriam potência para levar o foguete até a Lua. Ainda
segundo o autor, um estudo interno da Rocketdyne chegou à conclusão que um
pouso de sucesso na superfície lunar era de apenas 0.0017%. Nenhum outro funcionário
da empresa corroborou as afirmações dele.
O livro, no entanto, ganhou enorme tração nos Estados Unidos
e, posteriormente, em todo o mundo. Grupos conspiracionistas e pessoas com
baixo nível de educação foram os mais suscetíveis à teoria de Kaysing, que
afirmava que o governo norte-americano, junto com agências como a CIA e o FBI,
foi responsável por encenar o pouso na Lua.
De acordo com Kaysing , o foguete Saturn V realmente
decolou, mas ficou orbitando a Terra durante os dias que a missão estaria
ocorrendo. Enquanto isso, a NASA teria montado um estúdio no meio de um deserto
nos Estados Unidos para encenar a chegada à Lua.
O escritor citou alguns motivos, que ele chamou do provas,
do por quê a situação foi encenada:
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A fato da bandeira norte-americana ter tremulado
no espaço
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A ausência de estrelas
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A ausência de uma câmera fotográfica nas mãos de
Aldrin em uma imagem que ele aparece refletido no capacete de Armstrong
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O fato do foguete não ter aberto um buraco no
solo lunar
Todos os argumentos, no entanto, foram facilmente refutados
pela comunidade cientifíca, como o fato dos astronautas terem esbarrado no
mastro que levava a flâmula ou o fato da aterrissagem ter sido feita de maneira
extremamente suave para não comprometer o foguete.
Apesar da falta de provas, o livro de Kaysing deu origem a
um enorme movimento de pessoas que negam a chegada no homem à Lua. Até sua
morte, em 2005, aos 82 anos, o autor seguiu como um dos líderes do grupo
conspiracionista.
Ao longo dos anos, a teoria ganhou mais detalhes, cada vez
mais absurdos. Kaysing defendeu que a NASA foi responsável pela acidente com o
foguete Challenger. De acordo com o autor, os astronautas daquela missão teriam
descoberto que a missão Apollo foi uma farsa e iriam testemunhas contra a agência.
A suposta participação do renomado cineasta Stanley Kubrick
também foi ventilada pelos grupos e, até hoje, é uma das mais seguidas. Após
trabalhar em "2001: Uma Odisseia no Espaço", o diretor teria sido
convidado pelo governo norte-americano para ajudar na suposta encenação.
O teoria da conspiração se transformou em comunidade e gerou
uma série de outros livros e documentários como "Astronauts Gone
Wild", de Bart Sibrel e
"Conspiracy Theory: Did We Land on the Moon?", produzido pela gigante
da comunicação Fox.
Apesar da linha de argumentação ter sido refutada, pesquisas
mostram que ainda existem muitos negacionistas do pouso do na Lua . De acordo
com levantamentos, pelo menos 6% dos norte-americanos acreditam que a missão é
uma farsa. Entre os britânicos, o número é de 25% e entre os russos, 28%
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